Quero você.
Quero a tua boca, assim: bem perto da minha.
Tão perto que as palavras não tenham tempo de serem faladas.
A tempo da minha língua sentir o gosto de cada letra tua, ainda em ti, dizendo:
Q-U-E-R-O V-O-C-Ê !
Quero cada um de teus beijos.
Aqueles que chupam tão forte meus lábios, que não tenho coragem de resistir.
Aqueles que de tão molhados, sei bem como está o resto do seu corpo.
Aqueles que são tão beijos, que precisam se tornar mordida.
Teus beijos que transbordam, me engolindo o queixo, passeando pelo meu rosto, acariciando minhas orelhas.
Gosto de te beijar e cheirar, de te sentir o corpo ,de provar teu gosto. Mergulhar na tua alma através de teus olhos, que as vezes se abrem, simplesmente pra terem a alma invadida. E ao se fecharem de novo enfrentam um tornado que os deixa revirados.
Quero teu corpo macio perto do meu. Tão perto que você e eu, nos tornemos nós. E que nós dois nos tornemos um. E que o resto do mundo se torne apenas figurantes dessa nossa cena.
Gosto da sua mansa selvageria e da sua selvagem mansidão.
Que nas horas oportunas, me fala frases oportunas e me pede também oportunas frases.
Que pede [ordena-implora] que te toque, de diferentes formas de se tocar.
Quero você.
Porque embora você esteja longe.
Mantem minha poesia viva.
Texto: Poesia de Rua Poesia e crônicas by Felipe Araujo
